Going to university seems to
reduce the risk of dying from coronary heart disease. An American
study that involved 10 000 patients from around the world has found that
people who leave school before the age of 16 are five times more likely
to suffer a heart attackand die than university graduates.
Em relação às pesquisas, a utilização da expressão university graduates evidencia a intenção de informar que
A as doenças do coração atacam dez mil pacientes.
B as doenças do coração ocorrem na faixa dos dezesseis anos.
D jovens americanos são alertados dos riscos de doenças do coração.
Na fase escolar, é prática comum
que os professores passem atividades extraclasse e marquem uma
data para que as mesmas sejam entregues para correção. No caso da cena
da charge, a professora ouve uma estudante apresentando argumentos para
A discutir sobre o conteúdo do seu trabalho já entregue.
B elogiar o tema proposto para o relatório solicitado.
C sugerir temas para novas pesquisas e relatórios.
D reclamar do curto prazo para entrega do trabalho.
E convencer de que fez o relatório solicitado.
O
aluno diz que enviará o trabalho “telepaticamente” na tentativa de
convencer a professora de que o trabalho está pronto, mas não se
encontra com ele no momento.
Alternativa E.
QUESTÃO 93
How's your mood?
For an interesting attempt to measure cause and effect try Mappiness, a
project run by the London School of Economics, which offers a phone app
that prompts you to record your mood and situation.
The Mappiness website says: "We're particulary interested in how
people's happiness is affected by their local environment - air
pollution, noise, green spacess, absolutely great for investigating."
Will it work? With enough people, it might. But there are other
problems. We've benn using happiness and well-being interchangeably. It
that ok? The difference comes out in a sentiment like: "We were happier
during the war." But was our well-being also greater then?
Disponível em: http://www.bbc.co.uk. Acesso em: 27 jun. 2011 (adaptado).
O projeto Mappiness, idealizado pela London School of Economics, ocupa-se do tema relacionado
A ao nível de felicidade das pessoas em tempos de guerra.
B à dificuldade de medir o nível de felicidade das pessoas a partir de seu humor.
C ao nível de felicidade das pessoas enquanto falam ao celular com seus familiares.
D à relação entre o nível de felicidade das pessoas e o ambiente no qual se encontram.
E à influência das imagens grafitadas pelas ruas no aumento do nível de felicidade das pessoas.
O "site" oficial
do projeto diz: “Estamos particularmente interessados em saber e
desvendar como a felicidade das pessoas é afetada pelo ambiente local –
poluição do ar, barulho, áreas verdes...”
Alternativa D.
QUESTÃO 94
Until the philosophy which holds one race superior
And another inferior
Is finally and permanently discredited and abandoned,
Everywhere - May say war.
That until there is no longer
First class and second class citizens of any nation,
Until the color of a man's skin
Is of no more significance than the color of his eyes -
Me say war.
[…]
And until the ignoble and unhappy regimes
that hold our brothers in Angola, in Mozambique,
South Africa, sub-human bondage have been toppled,
Utterly destroyed -
Well everywhere is war - Me say war.
War in the east, war in the west,
War up north, war down south -
War - war - Rumors of war.
And until that day, the African continent will not know peace.
We, Africans, will fight - we find it necessary -
And we know we shall win
As we are confident in the victory.
[…]
MARLEY, B. Disponível em: http://www.sing365.com. Acesso em: 30 jun. 2011 (fragmento).
Bob
Marley foi um artista popular e atraiu muitos fãs com suas canções.
Ciente de sua influência social na música War, o cantor se utiliza de
sua arte para alertar sobre
A a inércia do continente africano diante das injustiças sociais.
B a persistência da guerra enquanto houver diferenças raciais e sociais.
C as acentuadas diferenças culturais entre os países africanos.
D as discrepâncias sociais entre os moçambicanos e angolanos como causas de conflitos.
E a fragilidade das diferenças raciais e sociai € s como justificativas para o início de uma guerra.
A
ideia de que a guerra persistirá enquanto houver diferenças raciais e
sociais está explícita na última estrofe da música : “Guerra no leste,
guerra no oeste / Guerra no norte, guerra no sul / Guerra – guerra –
rumores de guerra / E até esse dia o continente africano não terá paz /
Nós, Africanos, lutaremos – se acharmos necessário / E sabemos que
venceremos...”
Alternativa B.
QUESTÃO 95
A tira, definida como um segmento de história em quadrinhos, pode transmitir uma mensagem com efeito de humor.
A presença desse efeito no diálogo entre John e Garfield acontece porque
A John pensa que sua es namorada é maluca e que Garfield não sabia disso.
B Jodell é a única namorada maluca que John teve, e Garfield acha isso estranho.
C Garfield tem certeza de que a ex-namorada de John é sensata, o maluco é o amigo.
D ’ Garfield conhece as ex-namoradas de John e considera mais de uma como maluca.
E ‘ John caracteriza a ex-namorada como maluca e não entende a cara de Garfield.
Quando
John usa a palavra “psicopata” para tentar fazer com que Garfield
lembre da namorada dele, Garfield responde “Você vai ter que ser mais
específico”, indicando que só a característica mencionada não será
suficiente para distinguir sobre qual namorada John está se referindo.
Alternativa D.
ESPANHOL
QUESTÃO 91
'Desmachupizar' el turismo
Es
ya un lugar común escuchar aquello de que hay que desmachupizar el
turismo en Perú y buscar visitantes en las demás atracciones (y son
muchas) que tiene el país, naturales y arqueológicas, pero la ciudadela
inca tiene un imán innegable. La Cámara Nacional de Turismo considera
que Machu Picchu significa el 70 % de los ingresos por turismo en
Perú, ya que cada turista que tiene como primer destino la ciudadela
inca visita entre tres y cinco lugares más (la ciudad de Cuzco, la de
Arequipa, las líneas de Nazca, el Lago Titicaca y la selva) y deja en el
país un promedio de 2.200 dólares €
(unos 1.538 euros).
Carlos
Canales, presidente da Canatur, señalô que la ciudadela tiene capacidad
para recibir más visitantes que en la actualidad (un máximo de 3.000)
con un sistema planificado de horarios y rutas, pero no quiso
avanzar una cifra. Sin embargo, la Unesco ha advertido en
varias ocasiones que el monumento se encuentra cercano al punto de
saturasión y el Gobierno no debe empreder ninguna política de captación
de nuevos visitantes, algo con lo que coincide el viceministro Roca
Rey.
Disponível em: http://www.elpais.com. Acesso em: 21 jun. 2011
A
reportagem do jornal espanhol mostra a preocupação diante de um
problema no Peru, que pode ser resumido pelo vocábulo "desmachupizar",
referindo-se
A à escassez de turistas no país.
B ao difícil acesso ao lago Titicaca.
C à destruição da arqueologia no país.
D ao excesso de turistas na terra dos incas.
E à falta de atrativos turísticos em Arequipa.
Ao se pensar em fazer turismo ao Peru, imediatamente, pensa-se em Machu
Picchu, considerada o maior símbolo típico do notório Império Inca,
erigido naquele país. O significado da cidade, no idioma quíchua, é velha montanha., também, conhecida por cidade perdida dos Incas.
O povo Inca integrou importante e desenvolvida civilização, construída
no topo de uma montanha (altitude 2400 m), no século XV, a mando do
imperador Pachacuti.
Cidade pré-colombiana, bem conservada e redescoberta em 1911, por
pesquisadores expedicionários americanos. Hoje, pequena parte da cidade
(30%) conserva arquitetura original, com pedras grandes superpostas. O
restante, foi reconstruído com pedras superpostas menores, tornando
visível a alteração feita para mantê-la em bom estado de preservação.
Segundo a história Inca, todo o Império foi planejado para a passagem do
deus sol, considerado Deus Supremo. Hoje, patrimônio mundial da UNESCO.
O Império Inca foi construído em função de múltiplas e constantes
observações astronômicas, tal era o desenvolvimento de seu povo.
Como 70% do turismo ao Peru tem destino àquela cidade, tornando menos
visitadas e até reconhecidas, as cidades de Cuzco, Ollantaytambo e o
platô de Nazca, sugere-se a sua "desmachupinização", ou até uma melhor
publicidade às outras cidades, que também integram o Império e conservam
tantos "mistérios" e segredos quanto Machu Picchu.
Alternativa D.
QUESTÃO 92
Los
fallos de software en aparatos médicos, como marcapasos, van a ser una
creciente amenaza para la salud pública, según el informe de Software
Freedom Law Center (SFLC) que ha sido presentado hoy en Portland (EEUU),
en la Open Source Convention (OSCON).
La ponencia "Muerto por el código: transparencia de software
en los dispositivos médicos implantables” aborda el riesgo
potencialmente mortal de los defectos informáticos en los aparatos
médicos implantados en las personas.
Según
SFLC, millones de personas con condiciones crônicas del corazôn,
epilepisia, diabetes, obsidad e, incluso, la depresiôn dependen de
implantes, pero el software permanece oculto a los pacientes y sus
médicos.
La
SFLC recuerda graves fallos informáticos ocurridos en otros campos,
como en elecciones, en la fabricaciôn de coches, en las líneas aéreas
comerciales o en los mercados finacieros.
Disponível em: http://www.elpais.com. Acesso em: 24 jul. 2010 (adaptado).
O título da palestra, citado no texto, antecipa o tema que será tratado e mostra que o autor tem a intenção de
A relatar novas experiências em tratamento de saúde.
B alertar sobre os riscos mortais de determinados softwares de uso médico para o ser humano.
C denunciar falhas médicas na implantação de softwares em seres humanos.
D divulgar novos softwares presentes em aparelhos médicos lançados no mercado.
E apresentar os defeitos mais comuns de softwares em aparelhos médicos.
As novas tecnologias trazem importantes avanços, com a intenção de
possibilitar grandes benefícios à sociedade, possibilitando-lhe
descobertas científicas de imenso valor, curas de certas doenças e a
criação de muitos aparelhos que, aferidos e utilizados de forma correta e
cuidadosa, só fazem bem.
No entanto, como muitos estão sendo, ainda, validados, se implantados em
pessoas podem provocar danos inevitáveis, constrangedores e até
mortais.
É o que procurou denunciar a SLFC, na convenção de Portland (EEUU),
alertando médicos quanto ao uso de muitos softwares que, ainda, são
portadores de graves defeitos informáticos e não possuem total
conveniência de implantação em seus pacientes.
Alternativa B.
QUESTÃO 93
Bienvenido a Brasília
El
Gobierno de Brasil, por medio del Ministerio de la Cultura y del
Instituto del Patrimonio Histórico y Artístico Nacional (IPHAN), da la
bienvenida a los participantes de la 34ª Sesión del Comitê del
Patrimonio Mundial, encuentro realizado por la Organización de las
Naciones Unidas para la Educación, la Ciencia y la Cultura (UNESCO).
Respaldado
por la Convención del Patrimonio Mundial, de 1972, el Comitê reuni en
su 34ª sesión más de 180 delegaciones nacionales para deliberar sobre
las nuevas candidaturas y el estado de conservaciôn y de riesgo de los
bienes ya declarados Patrimonio Mundial, con base en los análisis del
Consejo Internacional de Monumentos y Sitios (Icomos), del Centro
Internacional para el Estudio de la Preservación y la Restauración del
Patrimonio Cultural (ICCROM) y de la Unión Internacional para la
Consevación de la Naturaleza (IUCN).
Disponível em: http://www.34whc.brasilia2010.org.br. Acesso em: 28 jul. 2010.
O
Comitê do Patrimônio Mundial reúne-se regularmente para deliberar sobre
ações que visem à conservação e à preservação do patrimônio mundial.
Entre as tarefas atribuídas às delegações nacionais que participaram da
34ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, destaca-se a
A participação em reuniões do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios.
B realização da cerimônia de recepção da Convenção do Patrimônio Mundial.
C organização das análises feitas pelo Ministério da Cultura brasileiro.
D discussão sobre o estado de conservação dos bens já declarados patrimônios mundiais.
E estruturação da próxima reunião do Comitê do Patrimônio Mundial.
A 34ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, realizada em Brasília e
promovida pela Organização das Nações Unidas para a Educacão, Ciência e
Cultural (UNESCO), teve o propósito de discutir, com as 180 delegações
nacionais presentes, sobre o estado de preservação dos recursos tombados
e considerados como patrimônio mundial -- cidades, igrejas e demais
bens -- e também estabelecer formas de conscientização à população e aos
organismos públicos para serem promovidas constantes avaliações e
cuidados permanentemente.
Alternativa D.
QUESTÃO 94
Ya
sea como danza, música, poesía o cabal expresión de una filosofia de
vida, el tango posee una larga y valiosa trayectoria, jalonada de
encuentros y desencuentros, amores y odios, nacida desde lo más hondo de
la historia argentina.
El
nuevo ambiente es el cabaret, su nuevo cultor la clase media porteña,
que ameniza sus momentos de diversión con nuevas composiciones,
sustituyendo el carácter malevo del tango primitivo por una nueva poesía
más acorde con las concepciones estéticas provenientes de Londres y
París.
Ya
en la década del ‘20 el tango se anima incluso a traspasar las
fronteras del país, recalando en lujosos salones parisinos donde es
aclamado por públicos selectos que adhieren entusiastas a la
sensualidad del nuevo baile. Ya no es privativo de los bajos
fondos porteños; ahora se escucha y se baila en salones elegantes, clubs
y casas particulares.
El
tango revive con juveniles fuerzas en ajironadas versiones de grupos
rockeros, presentaciones en elegantes reductos de San Telmo, Barracas y
La Boca y películas foráneas que lo divulgan por el mundo entero.
Disponível em: http://www.elpolvorin.over-blog.es. Acesso em: 22 jun. 2011 (adaptado).
Sabendo-se
que a produção cultural de um país pode influenciar, retratar ou,
inclusive, ser reflexo de acontecimentos de sua história, o tango,
dentro do contexto histórico argentino, é reconhecido por
A manter-se inalterado ao longo de sua história no país.
B influenciar os subúrbios, sem chegar a outras regiões.
C sobreviver e se difundir, ultrapassando as fronteiras do país.
D manifestar seu valor primitivo nas diferentes camadas sociais.
E ignorar a influencia de países europeus, como Inglaterra e França.
A cultura de um povo manifesta-se por suas tradições, crenças, dança,
música, literatura e demais tendências culturais que ultrapassam
fronteiras e possibilitam o despertar e o gosto pela descoberta do novo
para outras populações.
É o caso do tango que deixou de expressar, apenas, encontros e
desencontros de pessoas de subúrbios para ressaltar sua elegância,
cultura e interesse das classes sociais mais elevadas, chegando a
extrapolar-se às altas camadas sociais parisiences e ao mundo, seja por
apresentações em salões, seja em competições e exposições, seja em
praças públicas, mas, sempre, com alto requinte.
Alternativa C.
QUESTÃO 95
Es posible reducir la basura
En
México se producen más de 10 millones de m³ de basura mensualmente,
depositados en más de 50 mil tiraderos de basura legales y clandestinos,
que afectan de manera directa nuestra calidad de vida, pues
nuestros recursos naturales son utilizados desproporcionalmente, como
materias primas que luego desechamos y tiramos convirtiéndolos en
materiales inútiles y focos de infección.
Todo
aquello que compramos y consumimos tiene una relación directa com lo
que tiramos. Consumiendo racionalmente, evitando el deroche y usando
sólo lo indispensable, directamente colaboramos con el cuidado del
ambiente.
Si
la basura se compone de varios desperdicios y si como desperdicios no
fueron basura, si los separamos adecuadamente, podremos controlarlos y
evitar posteriores problemas. Reciclar se traduce en importantes ahorros
de energía, ahorro de agua potable, ahorro de materias primas, menor
impacto en los ecosistemas y sus recursos naturales y ahorro de tiempo,
dinero y esfuerzo.
Es necesario saber para empezar a actuar...
Disponível em: http://www.tododecarton.com. Acesso em: 27 abr. 2010 (adaptado).
A
partir do que se afirma no último parágrafo: " Es necesario saber para
empezar a actuar...”, pode-se constatar que o texto foi escrito com a
intenção de
A informar o leitor a respeito da importância da reciclagem para a conservação do meio ambiente.
B indicar os cuidados que se deve ter para não consumir alimentos que podem ser focos de infecção.
C denunciar o quanto o consumismo é nocivo, pois é o gerador dos dejetos produzidos no México.
D ensinar como economizar tempo, dinheiro e esforço a partir dos cinquenta mil depósitos de lixo legalizados.
E alertar a população mexicana para os perigos causados pelos consumidores de matéria-prima reciclável.
O último parágrafo apresenta importante e necessária mensagem à
população mundial: " É preciso saber para se começar a agir." Portanto, é
preciso informar-se e tomar consciência de que o uso inadequado de
produtos e seu respectivo descarte, convertem-se em lixo impróprio à
sociedade e ao meio-ambiente. E onde depositar toda uma quantidade
desregrada de inutilidades, cada vez maior? Haverá espaço suficiente? E
até quando? Se todas as pessoas, não só as mexicanas, focalizadas no
texto, assumirem postura de descarte consciente, além de seletizá-lo,
para o reaproveitável, saber separá-lo por categorias, orientar os seus
a assumirem a mesma atitude e incentivar à criação de cooperativas de
reaproveitamento de produtos a serem novamente beneficiados, o planeta
agradece. Tudo é questão de conscientização para melhor qualidade de
vida e sobrevivência. Será necessário um zelo constante em prol da
preservação da própria vida, do meio-ambiente e do planeta.
Alternativa A.
QUESTÃO 96
Na
modernidade, o corpo foi descoberto, despido e modelado pelos
exercícios físicos da moda. Novos espaços e práticas esportivas e de
ginástica passaram a convocar as pessoas a modelarem seus corpos.
Multiplicaram-se as academias de ginástica, as salas de musculação e o
número de pessoas correndo pelas ruas.
SECRETARIA DA EDUCAÇÃO. Caderno do Professor: educação física. São Paulo, 2008.
Diante do exposto, é possível perceber que houve um aumento da procura por
A
exercícios físicos aquáticos (natação/hidroginástica), que são
exercícios de baixo impacto, evitando o atrito (não prejudicando as
articulações), e que previnem o envelhecimento precoce e melhoram a
qualidade de vida.
B mecanismos
que permitem combinar alimentação e exercício físico, que permitem a
aquisição e manutenção de níveis adequados de saúde, sem a preocupação
com padrões de beleza instituídos socialmente.
C
programas saudáveis de emagrecimento, que evitam os prejuízos causados
na regulação metabólica, função imunológica, integridade óssea e
manutenção da capacidade funcional ao longo do envelhecimento.
D
exercícios de relaxamento, reeducação postural e alongamentos, que
permitem um melhor funcionamento do organismo como um todo, bem como uma
dieta alimentar e hábitos saudáveis com base em produtos naturais.
E
dietas que preconizam a ingestão excessiva ou restrita de um ou mais
macronutrientes (carboidratos, gorduras ou proteínas), bem como
exercícios que permitem um aumento de massa muscular e/ou modelar o
corpo.
Em busca de melhor saúde física e mental, a maioria da população vem
buscando academias e apoios de "personal trainer" que lhe possibilite
melhor qualidade de vida e um visual mais atraente, pois esta é "era
dos (as) sarados(as)", com "barriga de tanquinho" e muitos outros
efeitos modeladores.
Para tanto, será necessária uma aprendizagem de novos hábitos
alimentares e é bom esquecer das doses de bebidas alcoólicas, além da
condição antitabagista.
Alternativa E.
QUESTÃO 97
COSTA, C. Superinteressante.Fev. 2011 (adaptado).
Os
amigos são um dos principais indicadores de bem-estar na vida social
das pessoas. Da mesma forma que em outras áreas a internet também inovou
as maneiras de vivenciar a amizade. Da leitura do infográfico,
depreendem-se dois tipos de amizade virtual, a simétrica e a
assimétrica, ambas com seus prós e contras. Enquanto a primeira
se baseia na relação de reciprocidade, a segunda
A reduz o número de amigos virtuais, ao limitar o acesso à rede.
B parte do anonimato obrigatório para se difundir.
C reforça a configuração de laços mais profundos de amizade.
D facilita a interação entre pessoas em virtude de interesses comuns.
E tem a responsabilidade de promover a proximidade física.
As redes sociais vem oferecendo ampla interatividade entre seus usuários
e, recebendo uma gama infinita de pessoas que buscam a ampliação de
amizades para se tornar mais conhecidas, saber mais sobre interesses
comuns pela troca de experiências e manter-se, plenamente, atualizadas.
Cuidados são necessários...
A comunicação assimétrica extrapola o limite da seletividade, pois dá
plena e ampla possibilidade de se seguir pessoas, mesmo que elas disso
tenham total desconhecimento. Sabe-se muito mais devido ao infinito
acesso, no entanto, impede um relacionamento mais íntimo, devido ao
relacionamento bem público que oferece.
Alternativa D.
QUESTÃO 98
O hipertexto refere-se à escritura eletrônica não sequencial e não
linear, que se bifurca e permite ao leitor o acesso a um número
praticamente ilimitado de outros textos a partir de escolhas locais e
sucessivas, em tempo real. Assim, o leitor tem condições de definir
interativamente o fluxo de sua leitura a partir de assuntos tratados no
texto sem se prender a uma sequencia fixa ou a tópicos estabelecidos por
um autor. Trata-se de uma forma de estruturação textual que faz do
leitor simultaneamente coautor do texto final. O hipertexto se
caracteriza, pois, como um processo de escritura/leitura eletrônica
multilinearizado, multisequencial e indeterminado, realizado em um novo
espaço de escrita. Assim, ao permitir vários níveis de tratamento de um
tema, o hipertexto oferece a possibilidade de múltiplos graus de
profundidade simultaneamente, já que não tem sequência defina, mas liga
textos não necessariamente correlacionados.
MARCUSCHI, L.A. Disponível em: http://www.pucsp.br. Acesso em: 29 jun. 2011
O computador mudou nossa maneira de ler e escrever, e o hipertexto pode
ser considerado como um novo espaço de escrita e leitura. Definido como
um conjunto de blocos autônomos de texto,
apresentado em meio eletrônico computadorizado e no qual há
remissões associando entre si diversos elementos, o hipertexto
A é uma estratégia que, ao possibilitar caminhos totalmente abertos,
desfavorece o leitor, ao confundir os conceitos cristalizados
tradicionalmente.
B é uma forma artificial de produção da escrita que, ao desviar o foco
da leitura, pode ter como consequência o menosprezo pela escrita
tradicional.
C exige do leitor um maior grau de conhecimentos prévios, por isso deve
ser evitado pelos estudantes nas suas pesquisas escolares.
D facilita a pesquisa, pois proporciona uma informação específica, segura e verdadeira, em qualquer
site de
busca ou
blog oferecidos na internet.
E possibilita ao leitor escolher seu próprio percurso de leitura, sem
seguir sequência predeterminada, constituindo-se em atividade mais
coletiva e colaborativa.
Pelo fato de o hipertexto referir-se à uma escritura eletrônica não-sequencial e não-linear, proporciona ao leitor acesso
a um número infinito de muitos outros textos, partindo de seus
interesses, em tempo real e de forma interativa, podendo definir o fluxo
de sua leitura a partir de assuntos que mais lhes convier,
desobrigando-o a observar sequencia fixa ou tópicos estabelecidos por um
autor e, com a liberdade manifestada, torna-se coautor do texto final. O
hipertexto modifica-se e evolui pela variação de nível de seus
interessados.
Alternativa E.
QUESTÃO 99
TEXTO I
O meu nome é Severino,
não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria;
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias,
mas isso ainda diz pouco:
há muitos na freguesia,
por causa de um coronel
que se chamou Zacarias
e que foi o mais antigo
senhor desta sesmaria.
Como então dizer quem fala
ora a vossas senhorias?
MELO NETO, J. C. Obra completa. Rio de Janeiro, Aguilar, 1994 (fragmento)
TEXTO II
João Cabral, que já emprestara sua voz ao rio, transfere-a, aqui, ao
retirante Severino, que, como o Capibaribe, também segue no caminho do
Recife. A autoapresentação do personagem, na fala inicial do texto, nos
mostra um Severino que, quanto mais se define, menos se individualiza,
pois seus traços biográficos são sempre partilhados por outros homens.
SECCHIN, A. C. João Cabral: a poesia do menos. Rio de Janeiro, Topbooks, 1999 (fragmentos)
Com base no trecho de
Morte e Vida Severina (
Texto I) e na
análise crítica (
Texto II),
observa-se que a relação entre o texto poético e o contexto social a
que ele faz referência aponta para um problema social expresso
literariamente pela pergunta: "
Como então dizer quem fala /
ora a vossas senhorias?". A resposta à pergunta expressa no poema é dada por meio da
A descrição minuciosa dos traços biográficos do personagem-narrador.
B construção da figura do retirante nordestino com um homem resignado com a sua situação.
C representação, na figura do personagem-narrador, de outros Severinos que compartilham sua condição.
D apresentação do personagem-narrador como uma projeção do próprio poeta em sua crise existencial.
E descrição de Severino, que, apesar de humilde, orgulha-se de ser descendente do coronel Zacarias.
Por mais que quisesse identificar-se e caracterizar-se, mais distante de
sua identidade ficava Severino, o retirante, protagonista do poema e da
encenação em "Morte e Vida Severina". Conhecido o poema,
na sua totalidade e pelo próprio título, deduz-se mais um entre muitos
severinos, sem rumo e conhecedor de seu infortúnio e de seu destino,
incapaz de ser reconhecido como um particular ser, pois muitos e tantos
outros tinham o mesmo destino que ele: a miséria, o sertão e a falta de
oportunidades. Finaliza, então, com um questionamento: como querer e
poder identificar-se se há tantos outros com a mesma sina? Se todos a
quem se apresenta também são outros severinos? Sofredores, conformados
pela falta de recursos, de condições de trabalho e infelizes com uma
sobrevivência miserável.
Alternativa C.
QUESTÃO 100
O anúncio publicitário está intimamente ligado ao ideário de consumo
quando sua função é vender um produto. No texto apresentado,
utilizam-se elementos linguísticos e extralinguísticos para divulgar a
atração "Noites do Terror, de um parque de diversões. O entendimento
da propaganda requer do leitor
A a identificação com o público-alvo a que se destina o anúncio.
B a avaliação da imagem como uma sátira às atrações de terror.
C a atenção para a imagem da parte do corpo humano selecionada aleatoriamente.
D o reconhecimento do intertexto entre a publicidade e um dito popular.
E a percepção do sentido literal da
expressão "noites do terror”, equivalente à noites de
terror”.
A mensagem apresentada alterou o dito popular "Quem é vivo, sempre aparece."
que se refere, sempre, ao fato de que alguém, bastante querido e do
relacionamento social de um grupo, esteve afastado / distante da "turma"
e, de uma hora para a outra, apareceu do nada e como se nada tivesse
acontecido.
Para atrair a atenção e conquistar maior público possível às
tradicionais "Noites do Terror", um tradicional parque de diversões
paulistano, anualmente, promove um evento para pessoas corajosas e
destemidas, dispostas a levar grandes sustos.
Como naquela noite, participam só "mortos e desencarnados de faz de
conta" e para dar maior expressividade à atividade, adaptou-se o tal
dito popular a "Quem é morto, sempre aparece." e aparece para provocar
grandes sustos e arrepios no pessoal que vai lá para se divertir,
atingindo, portanto, o objetivo daquela festa.
A publicidade, acima citada, procurou fazer as essenciais adaptações
para melhor caracterizar o acontecimento a que se propôs o parque de
diversões.
Alternativa D.
QUESTÃO 101
TEXTO I
Onde está a honestidade?
Você tem palacete reluzente
Tem joias e criados à vontade
Sem ter nenhuma herança ou parente
Só anda de automóvel na cidade...
E o povo pergunta com maldade:
Onde está a honestidade?
Onde está a honestidade?
O seu dinheiro nasce de repente
E embora não se saiba se é verdade
Você acha nas ruas diariamente
Anéis, dinheiro e felicidade...
Vassoura dos salões da sociedade
Que varre o que encontrar em sua frente
Promove festivais de caridade
Em nome de qualquer defunto ausente...
ROSA, N. Disponível em: http://www.mpbnet.com.br. Acesso em: abr. 2010.
TEXTO II
Um vulto da história da música popular, reconhecido nacionalmente, é
Noel Rosa. Ele nasceu em 1910, no Rio de Janeiro; portanto, se
estivesse vivo, estaria completando 100 anos. Mas faleceu aos 26 anos de
idade, vítima de tuberculose, deixando um acervo de grande valor para o
patrimônio cultural brasileiro. Muitas de suas letras representam a
sociedade contemporânea, como se tivessem sido escritas no século XXI.
Disponível em: http://www.mpbnet.com.br. Acesso em: abr. 2010.
Um texto pertencente ao patrimônio literário-cultural brasileiro é
atualizável, na medida em que ele se refere a valores e situações de um
povo. A atualidade da canção
Onde está a honestidade?, de Noel Rosa, evidencia-se por meio
A da ironia, ao se referir ao enriquecimento de origem duvidosa de alguns.
B da crítica aos ricos que possuem joias, mas não têm herança.
C da maldade do povo a perguntar sobre a honestidade.
D do privilégio de alguns em clamar pela honestidade.
E da inexistência em promover eventos beneficentes.
O título da poesia musicada de Noel Rosa já adverte para uma situação
irregular de procedimentos de vida que uma tal pessoa consegue
benefícios e bens de forma duvidosa e, de forma maldosa, quem a conhece
pergunta: "Onde está a honestidade?"
É por esta forma jocosa, irônica, que
Noel procura fazer com que as pessoas reflitam para a conquista de
patrimônio e de sucesso, apenas, de forma honesta, decente e objetiva,
sem precisar do uso de artifícios duvidosos para tanto.
Alternativa A.
QUESTÃO 102
Quem é pobre, pouco se apega, é um giro-o-giro no vago dos gerais, que
nem os pássaros de rios e lagoas. O senhor vê: o Zé-Zim o melhor meeiro
meu aqui, risonho e habilidoso. Pergunto: - Zé-Zim, por que é que você
não cria galinhas-d'angola, como todo mundo faz? - Quero criar nada
não... - me deu resposta: - Eu gosto muito de mudar... [...] Belo um
dia, ele tora. Ninguém discrepa. Eu, tantas, mesmo digo. Eu dou
proteção. [...] Essa não faltou também à minha mãe, quando eu era
menino, no sertãozinho de minha terra. [...] Gente melhor do lugar eram
todos dessa família Guedes, Jidião Guedes; quando saíram de lá, nos
trouxeram junto, minha mãe e eu. Ficamos existindo em território baixio
da Sirga, da outra banda, ali onde o de-Janeiro vai no São Francisco, o
senhor sabe.
ROSA, J. G. Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: José Olympio (fragmento).
Na passagem citada, Riobaldo expõe uma situação decorrente de uma
desigualdade social típica das áreas rurais brasileiras marcadas pela
concentração de terras e pela relação de dependência entre agregados
e fazendeiros. No texto, destaca-se essa relação porque o
personagem-narrador
A relata a seu interlocutor a história de Zé-Zim, demonstrando
sua pouca disposição em ajudar seus agregados, uma vez que superou essa
condição graças à sua força de trabalho.
B descreve o processo de transformação de um meeiro — espécie de agregado — em proprietário de terra.
C denuncia a falta de compromisso e a desocupação dos moradores, que pouco se envolvem no trabalho da terra.
D mostra como a condição material da vida do sertanejo é dificultada
pela sua dupla condição de homem livre e, ao mesmo tempo, dependente.
E mantém o distanciamento narrativo condizente com sua posição social, de proprietário de terras.
Pela condição de pobreza, de extrema miséria, os sertanejos tornam-se
errantes, em busca de melhores condições e não se apegam à sua terra,
são conformados por demais e não veem oportunidades; para muitos
faltam-lhes iniciativas, pela mesmice de vida. Embora livres para ir e
vir, mantêm-se dependentes para decidir por algo a melhorar, arranjam
servicim aqui, servicim ali e aceitam o que lhes é dado. Caso típico de
Riobaldo, protagonista de "Grande Sertão: Veredas".
Alternativa D.
QUESTÃO 103
A discussão sobre o "fim do livro de papel” com a chegada da mídia
eletrônica me lembra a discussão idêntica sobre a obsolescência do
folheto de cordel. Os folhetos talvez não existam mais daqui a 100 ou
200 anos, mas, mesmo que isso aconteça, os poemas de Leandro Gomes de
Barros ou Manuel Camilo dos Santos continuarão sendo publicados e lidos —
em CD-ROM, em livro eletrônico, em "chips quânticos", sei lá o quê.
O texto é uma espécie de alma imortal, capaz de reencarnar em corpos
variados: página impressa, livro em Braille, folheto, "coffe-table
book", cópia manuscrita, arquivo PDF... Qualquer texto pode se
reencarnar nesses (e em outros) formatos, não importa se é Moby Dick
ou Viagem a São Saruê, se é Macbeth ou O livro de piadas de Casseta
& Planeta.
TAVARES, B. Disponível em: http://jornaldaparaiba.globo.com.
Ao refletir sobre a possível extinção do livro impresso e o surgimento
de outros suportes em via eletrônica, o cronista manifesta seu ponto de
vista, defendendo que
A o cordel é um dos gêneros textuais, por exemplo, que será extinto com o avanço da tecnologia.
B o livro impresso permanecerá como objeto cultural veiculador de impressões e de valores culturais.
C o surgimento da mídia eletrônica decretou o fim do prazer de se ler textos em livros e suportes impressos.
D os textos continuarão vivos e passíveis de reprodução em novas tecnologias, mesmo que os livros desapareçam.
E os livros impressos desaparecerão e, com eles, a possibilidade de se ler obras literárias dos mais diversos gêneros.
Os contos, as poesias, os romances, as crônicas e mesmo outras variadas
formas de comunicação escrita, mesmo que sejam atingidas por mudanças
tecnológicas, dado ao interesse da mídia e da evolução mundial, sempre
permanecerão vivos, apresentando os mesmos efeitos, apenas adaptados aos
novos recursos, mesmo que o formato de livro impresso desapareça.
Alternativa D.
QUESTÃO 104
Não tem tradução
[...]
Lá no morro, se eu fizer uma falseta
A Risoleta desiste logo do francês e do inglês
A gíria que o nosso morro criou
Bem cedo a cidade aceitou e usou
[...]
Essa gente hoje em dia que tem mania de exibição
Não entende que o samba não tem tradução no idioma
francês
Tudo aquilo que o malandro pronuncia
Com voz macia é brasileiro, já passou de português
Amor lá no morro é amor pra chuchu
As rimas do samba não são
I love you
E esse negócio de
alô, alô boy e
alô Johnny
Só pode ser conversa de telefone
ROSA, N. In: SOBRAL, João J. V. A tradução dos bambas. Revista Língua Portuguesa.
Ano 4, nº 54. São Paulo: Segmento, abr. 2010 (fragmento).
As canções de Noel Rosa, compositor brasileiro de Vila Isabel, apesar de
revelarem uma aguçada preocupação do artista com seu tempo e com as
mudanças político-culturais no Brasil, no início dos anos 1920, ainda
são modernas. Nesse fragmento do samba
Não tem tradução, por meio do recurso da metalinguagem, o poeta propõe
A incorporar novos costumes de origem francesa e americana, juntamente com vocábulos estrangeiros.
B respeitar e preservar o português padrão como forma de fortalecimento do idioma do Brasil.
C valorizar a fala popular brasileira como patrimônio linguístico e forma legítima de identidade nacional.
D mudar os valores sociais vigentes à época, com o advento do novo e quente ritmo da música popular brasileira.
E ironizar a malandragem carioca, aculturada pela invasão de valores étnicos de sociedades mais desenvolvidas.
A música de Noel Rosa combate as influências francesas e inglesas, estas
últimas com muito tempo de domínio em nosso país, pela condição de
serem consideradas símbolos da cultura, da internacionalidade, da
importância de saber mais sobre as culturas, costumes e vocabulários dos
dois idiomas. Esta era a moda da época do Noel - a preocupação em se
saber mais sobre culturas externas e esquecimento de nossas origens.
Noel Rosa procurou satirizar aquelas interferências, compondo música
popular brasileira, com grande influência de costumes cariocas, o povo, a
fala deste povo, a moradia, a felicidade acompanhada da simplicidade.
Procurou ironizar camadas sociais preocupadas em comunicar-se em francês e inglês, considerando-se cultas para a época.
Alternativa C.
QUESTÃO 105
A dança é um importante componente cultural da humanidade. O folclore
brasileiro é rico em danças que representam as tradições e a cultura de
várias regiões do país. Estão ligadas aos aspectos religiosos, festas,
lendas, fatos históricos, acontecimentos do cotidiano e brincadeiras e
caracterizam-se pelas músicas animadas (com letras simples e populares),
figurinos e cenários representativos.
SECRETARIA DA EDUCAÇÃO. Proposta Curricular do Estado de São Paulo:
Educação Física. São Paulo: 2009 (adaptado)
A dança, como manifestação e representação da cultural rítmica, envolve a
expressão corporal própria de um povo. Considerando-a como elemento
folclórico, a dança revela
A manifestações afetivas, históricas, ideológicas, intelectuais e
espirituais de um povo, refletindo seu modo de expressar-se no mundo.
B aspectos eminentemente afetivos, espirituais e de entretenimento de um povo, desconsiderando fatos históricos
C acontecimentos do cotidiano, sob influência mitológica e religiosa de cada religião, sobrepondo aspectos políticos.
D tradições culturais de cada região, cujas manifestações rítmicas são classificadas em um
ranking das mais originais.
E lendas, que se sustentam em inverdades históricas, uma vez que são
inventadas, e servem apenas para a vivência lúdica de um povo.
(aguarde comentário)
Gabarito Oficial Alternativa A.
QUESTÃO 106
Cultivar um estilo de vida saudável é extremamente importante para
diminuir o risco de infarto, mas também de problemas como morte súbita e
derrame. Significa que manter uma alimentação saudável e praticar
atividade física regularmente já reduz, por si só, as chances de
desenvolver vários problemas. Além disso, é importante para o controle
da pressão arterial, dos níveis de colesterol e de glicose no sangue.
Também ajuda a diminuir o estresse e aumentar a capacidade
física, fatores que, somados, reduzem as chances de
infarto. Exercitar-se, nesses casos, com acompanhamento médico e
moderação, é altamente recomendável.
ATALIA, M. Nossa vida. Época. 23 mar. 2009
As ideias veiculadas no texto se organizam estabelecendo relações que
atuam na construção do sentido. A esse respeito, identifica-se, no
fragmento, que
A a expressão "Além disso" marca uma sequenciação de ideias.
B o conectivo "mas também" inicia oração que exprime ideia de contraste.
C o termo "como", em "como morte súbita e derrame" introduz uma generalização.
D o termo "Também" exprime uma justificativa.
E o termo"fatores" retoma coesivamente "níveis de colesterol e de glicose no sangue”.
(aguarde comentário)
Gabarito Oficial Alternativa A.
QUESTÃO 107
Brasília 50 anos. Veja Nº 2.138, nov. 2009
Utilizadas desde a Antiguidade, as colunas, elementos elementos
verticais de sustentação, foram sofrendo modificações e incorporando
novos materiais com ampliação de possibilidades. Ainda que as clássicas
colunas gregas sejam retomadas, notáveis inovações são percebidas, por
exemplo, nas obras de Oscar Niemeyer, arquiteto brasileiro nascido no
Rio de Janeiro em 1907. No desenho de Niemeyer, das colunas do Palácio
da Alvorada, observa-se
A a presença de um capitel muito simples, reforçando a sustentação.
B o traçado simples de amplas linhas curvas opostas, resultando em formas marcantes.
C a disposição simétrica das curvas, conferindo saliência e distorção à base.
D oposição de curvas em concreto, configurando certo peso e rebuscamento.
E o excesso de linhas curvas, levando a um exagero na ornamentação.
(aguarde comentário)
Gabarito Oficial Alternativa B.
QUESTÃO 108
Conceitos e importância das lutas
Antes de se tornarem esporte, as lutas
ou as artes marciais tiveram duas conotações principais:
eram praticadas com o objetivo guerreiro ou tinham um apelo
filosófico como concepção de vida bastante significativo.
Atualmente,
nos deparamos com a grande expansão das artes marciais em nível
mundial. As raízes orientais foram se disseminando, ora pela necessidade
de luta pela sobrevivência ou para a "defesa pessoal", ora pela
possibilidade de ter as artes marciais como a própria filosofia de vida.
CARREIRO, E. A. Educação Física na Escola: Implicações para prática pedagógica
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008 (fragmento)
Um dos problemas da violência que está presente principalmente nos
grandes centros urbanos são as brigas e os enfrentamentos de torcidas
organizadas, além da formação de gangues, que se apropriam de gestos das
lutas, resultando, muitas vezes, em fatalidades. Portanto, o
verdadeiro objetivo da aprendizagem desses movimentos foi mal
compreendido, afinal as lutas
A se tornaram um esporte, mas eram praticadas com o objetivo guerreiro a fim de garantir a sobrevivência.
B apresentam a possibilidade de desenvolver o autocontrole, o respeito ao outro e a formação do caráter.
C possuem como objetivo principal a "defesa pessoal" por meio de golpes agressivos sobre o adversário.
D sofreram transformações em seus princípios filosóficos em razão de sua disseminação pelo mundo.
E se disseminaram pela necessidade de luta pela sobrevivência ou como filosofia pessoal de vida.
(aguarde comentário)
Gabarito Oficial Alternativa B.
QUESTÃO 109
O tema da velhice foi objeto de estudo de brilhantes filósofos ao longo
dos tempos. Um dos melhores livros sobre o assunto foi escrito pelo
pensador e orador romano Cícero:
A Arte do Envelhecimento. Cícero
nota, primeiramente, que todas as idades têm seus encantos e suas
dificuldades.E depois aponta para um paradoxo da humanidade. Todos
sonhamos ter uma vida longa, o que significa viver muitos anos. Quando
realizamos a meta, em vez de celebrar o feito, nos atiramos a um estado
de melancolia e amargura. Ler as palavras de Cícero sobre envelhecimento
pode ajudar a aceitar melhor a passagem do tempo.
NOGUEIRA, P. Saúde & Bem-Estar Antienvelhecimento. Época . 28 abr. 2008.
O autor discute problemas relacionados ao envelhecimento, apresentando argumentos que levam a inferir que seu objetivo é
A esclarecer que a velhice é inevitável.
B contar fatos sobre a arte de envelhecer.
C defender a ideia de que a velhice é desagradável.
D influenciar o leitor para que lute contra o envelhecimento.
E mostrar às pessoas que é possível aceitar, sem angústia, o envelhecimento.
DAX RESOLVE !
(aguarde comentário)
Gabarito Oficial Alternativa E.
QUESTÃO 110
˜LEIRNER, N. Tronco com cadeira (detalhe), 1964.
Disponível em: http://www.itaucultural.org.br. Acesso em: 27 jul. 2010.
Nessa estranha dignidade e nesse
abandono, o objeto foi exaltado de maneira ilimitada e ganhou um
significado que se pode considerar mágico. Daí sua "vida inquietante e
absurda”. Tornou-se ídolo e, ao mesmo tempo, objeto de zombaria. Sua
realidade intrínseca foi anulada.
JAFFÉ, A. O simbolismo nas artes plásticas. In: JUNG, C.G. (org.).
O homem e os seus símbolos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008.
A relação observada entre a imagem e o texto apresentados permite o
entendimento da intenção de um artista contemporâneo. Neste caso, a
obra apresenta características
A funcionais e de sofisticação decorativa.
B futuristas e do abstrato geométrico.
C construtivistas e de estruturas modulares.
D abstracionistas e de releitura do objeto.
E figurativas e de re presentação do cotidiano.
(aguarde comentário)
Gabarito Oficial Alternativa D.
QUESTÃO 111
No capricho
O Adãozinho, meu cumpade, enquanto esperava pelo delegado, olhava para
um quadro, a pintura de uma senhora. Ao entrar a autoridade e
percebendo que cabôco admirava tal figura, perguntou: "Que tal? Gosta
desse quadro?"
E o Adãozinho, com toda a sinceridade que Deus dá ao cabôco da roça:
"Mas pelo amor de Deus, hein, dotô! Que muié feia! Parece fiote de
cruis-credo, parente do deus-me-livre, mais horríver que briga de cego
no escuro.”
Ao que o delegado não teve como deixar de confessar, um pouco secamente:
"É a minha mãe." E o cabôco, em cima da bucha, não perde a linha:
"Mais dotô, inté que é uma feiura caprichada.”
BOLDRIN, R. Almanaque Brasil de Cultura Popular
São Paulo: Andreato Comunicação e Cultura, nº 62, 2004 (adaptado).
Por suas características formais, por sua função e uso, o texto pertence ao gênero
A anedota, pelo enredo e humor característicos.
B crônica, pela abordagem literária de fatos do cotidiano.
C depoimento, pela apresentação de experiências pessoais.
D relato, pela descrição minuciosa de fatos verídicos.
E reportagem, pelo registro impessoal de situações reais.
(aguarde comentário)
Gabarito Oficial Alternativa A.
QUESTÃO 112
TEXTO I
Toca do Salitre - Piauí
Disponível em: http://www.fumdham.org.br. Acesso em: 27 jul. 2010.
TEXTO II
Arte Urbana. Foto: Diego Singh
Disponível em: http://www.diaadia.pr.gov.br. Acesso em: 27 jul. 2010.
O grafite contemporâneo, considerado em alguns momentos como uma arte
marginal, tem sido comparado às pinturas murais de várias épocas e às
escritas pré-históricas. Observando as imagens apresentadas, é possível
reconhecer elementos comuns entre os tipos de pinturas murais, tais como
A a preferência por tintas naturais, em razão de seu efeito estético.
B a inovação na técnica de pintura, rompendo com modelos estabelecidos.
C o registro do pensamento e das crenças das sociedades em várias épocas.
D a repetição dos temas e a restrição de uso pelas classes dominantes.
E o uso exclusivista da arte para atender aos interesses da elite.
(aguarde comentário)
Gabarito Oficial Alternativa C.
QUESTÃO 113
Estrada
Esta estrada onde moro, entre duas voltas do caminho,
Interessa mais que uma avenida urbana.
Nas cidades todas as pessoas se parecem.
Todo mundo é igual. Todo mundo é toda a gente.
Aqui, não: sente-se bem que cada um traz a sua alma.
Cada criatura é única.
Até os cães.
Estes cães da roça parecem homens de negócios:
Andam sempre preocupados.
E quanta gente vem e vai.
E tudo tem aquele caráter impressivo que faz meditar:
Enterro a pé ou a carrocinha de leite puxada por um
bodezinho manhoso.
Nem falta o murmúrio da água, para sugerir, pela voz
dos símbolos,
Que a vida passa! Que a vida passa!
E que a mocidade vai acabar.
BANDEIRA, M. K. O ritmo dissoluto. Rio de Janeiro: Aguilar, 1967.
A lírica de Manuel Bandeira é pautada na apreensão de significados
profundos a partir de elementos do cotidiano. No poema Estrada, o
lirismo presente no contraste entre campo e cidade aponta para
A o desejo do eu lírico de resgatar a movimentação dos centros urbanos, o que revela sua nostalgia com relação à cidade.
B a percepção do caráter efêmero da vida, possibilitada pela observação da aparente inércia da vida rural.
C a opção do eu lírico pelo espaço bucólico como possibilidade de meditação sobre a sua juventude.
D a visão negativa da passagem do tempo, visto que esta gera insegurança.
E a profunda sensação de medo gerada pela reflexão acerca da morte.
(aguarde comentário)
Gabarito Oficial Alternativa B.
QUESTÃO 114
PICASSO, P. Guernica . Óleo sobre tela. 349 X 777 cm. Museu Reina Sofia, Espanha, 1937.
Disponível em: http://www.fddreis.files.wordpress.com. Acesso em: 26 jul. 2010.
O
pintor espanhol Pablo Picasso (1881 - 1973), um dos mais valorizados no
mundo artístico, tanto em termos financeiros quanto históricos, criou a
obra Guernica em protesto ao ataque aéreo à pequena cidade
basca de mesmo nome. A obra, feita para integrar o Salão Internacional
de Artes Plásticas de Paris, percorreu toda a Europa, chegando aos EUA e
instalando-se no MoMA, de onde sairia apenas em 1981. Essa obra cubista
apresenta elementos plásticos identificados pelo
A
painel ideográfico, monocromático, que evoca várias dimensões de um
evento, renunciando à realidade, colocando-se em plano frontal ao
espectador.
B horror da guerra de
forma fotográfica, com o uso da perspectiva clássica, envolvendo o
espectador nesse exemplo brutal de crueldade do ser humano.
C
uso das formas geométricas no mesmo plano, sem emoção e expressão,
despreocupado com o volume, a perspectiva e a sensação escultórica.
D
esfacelamento dos objetos abordados na mesma narrativa, minimizando a
dor humana a serviço da objetividade, observada pelo uso do
claro-escuro.
E uso de vários
ícones que representam personagens fragmentados bidimensionalmente, de
forma fotográfica livre de sentimentalismo.
(aguarde comentário)
Gabarito Oficial Alternativa A.
QUESTÃO 115
No
Brasil, a condição cidadã, embora dependa da leitura e da escrita, não
se basta pela enunciação do direito, nem pelo domínio desses
instrumentos, o que, sem dúvida, viabiliza melhor participação social.
A condição cidadã depende, seguramente, da ruptura com o ciclo da
pobreza, que penaliza um largo contingente populacional.
Formação de leitores e construção da cidadania, memória e presença do PROLER
Rio de Janeiro: FBN, 2008.
Ao
argumentar que a aquisição das habilidades de leitura e escrita não são
suficientes para garantir o exercício da cidadania, o autor
A critica os processos de aquisição da leitura e da escrita.
B fala sobre o domínio da leitura e da escrita no Brasil.
C incentiva a participação efetiva na vida da comunidade.
D faz uma avaliação crítica a respeito da condição cidadã do brasileiro.
E define instrumentos eficazes para elevar a condição social da população do Brasil.
(aguarde comentário)
Gabarito Oficial Alternativa D.
QUESTÃO 116
Lépida e leve
Língua do meu Amor velosa e doce,
que me convences de que sou frase,
que me contornas, que me vestes quase,
como se o corpo meu de ti vindo me fosse.
Língua que me cativas, que me enleias
os surtos de ave estranha,
em linhas longas de invisíveis teias,
de que és, há tanto, habilidosa aranha...
[...]
Amo-te as sugestões gloriosas e funestas,
amo-te como todas as mulheres
te amam, ó língua-lama, ó língua-resplendor
pela carne de som que à ideia emprestas
e pelas frases mudas que proferes
nos silêncios de amor!...
MACHADO, G. In: MORICONI, I. (org.). Os cem melhores poemas brasileiros do século.
Rio de Janeiro: Objetiva, 2001 (fragmento).
A poesia de Gilka Machado identifica-se com as concepções
artísticas simbolistas. Entretanto, o texto selecionado incorpora
referências temáticas e formais modernistas, já que, nele, a poeta
A procura desconstruir a visão metafórica do amor e abandona o cuidado formal.
B concebe a mulher como um ser sem linguagem e questiona o poder da palavra.
C questiona o trabalho intelectual da mulher e antecipa a construção do verso livre.
D propõe um modelo novo de erotização na lírica amorosa e propõe a simplificação verbal.
E explora a construção da essência feminina, a partir da polissemia de "língua", e inova o léxico.
(aguarde comentário)
Gabarito Oficial Alternativa E.
QUESTÃO 117
Abatidos pelo fadinho harmonioso e nostálgico dos desterrados, iam
todos, até mesmo os brasileiros, se concentrando e caindo em tristeza;
mas, de repente, o cavaquinho de Porfiro, acompanhado pelo violão do
Firmo, romperam vibrantemente com um chorado baiano. Nada mais que os
primeiros acordes da música crioula para que o sangue de toda aquela
gente despertasse logo, como se alguém lhe fustigasse o corpo com
urtigas bravas. E seguiram-se outras notas, e outras, cada vez mais
ardentes e mais delirantes. Já não eram dois instrumentos que soavam,
eram lúbricos gemidos e suspiros soltos em torrente, a correrem
serpenteando, como cobras numa floresta incendiada; eram ais convulsos,
chorados em frenesi de amor: música feita de beijos e soluços gostosos;
carícia de fera, carícia de doer, fazendo estalar de gozo.
AZEVEDO, A. O cortiço. São Paulo: Ática, 1983 (fragmento).
No romance O Cortiço (1890), de Aluízio Azevedo, as personagens são
observadas como elementos coletivos caracterizados por condicionantes
de origem social, sexo e etnia. Na passagem transcrita, o confronto
entre brasileiros e portugueses revela prevalência do elemento
brasileiro, pois
A destaca o nome de personagens brasileiras e omite o de personagens portuguesas.
B exalta a força do cenário natural brasileiro e considera o do português inexpressivo.
C mostra o poder envolvente da música brasileira, que cala o fado português.
D destaca o sentimentalismo brasileiro, contrário à tristeza dos portugueses.
E atribui aos brasileiros uma habilidade maior com instrumentos musicais.
(aguarde comentário)
Gabarito Oficial Alternativa C.
QUESTÃO 118
Guardar
Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.
Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.
Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por
ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.
Por isso melhor se guarda o voo de um pássaro
Do que um pássaro sem voos.
Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.
MACHADO, G. In: MORICONI, I. (org.). Os cem melhores poemas brasileiros do século,
Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
A memória é um importante recurso do patrimônio cultural de uma nação.
Ela está presente nas lembranças do passado e no acervo cultural de um
povo. Ao tratar o fazer poético como uma das maneiras de se
guardar o que se quer, o texto
A ressalta a importância dos estudos históricos para a construção da memória social de um povo.
B valoriza as lembranças individuais em detrimento das narrativas populares ou coletivas.
C reforça a capacidade da literatura em promover a subjetividade e os valores humanos.
D destaca a importância de reservar o texto literário àqueles que possuem maior repertório cultural.
E revela a superioridade da escrita poética como forma ideal de preservação da memória cultural.
(aguarde comentário)
Gabarito Oficial Alternativa C.
QUESTÃO 119
Quando os portugueses se instalaram no Brasil, o país era povoado de
índios. Importaram, depois, da África, grande número de escravos. O
Português, o Índio e o Negro constituem, durante o período colonial, as
três bases da população brasileira. Mas no que se refere à cultura a
contribuição do Português foi de longe a mais notada.
Durante muito tempo o português e o tupi viveram lado a lado como
línguas de comunicação. Era o tupi que utilizavam os bandeirantes nas
suas expedições. Em 1694, dizia o Padre Antônio Vieira que "as
famílias dos portugueses e índios em São Paulo estão tão ligadas hoje
umas com as outras, que as mulheres e os filhos mistica e
domesticamente, e a língua que nas ditas famílias se fala é a dos
Índios, e a portuguesa a vão os meninos aprender à escola.”
TEYSSIER, P. História da Língua Portuguesa . Lisboa:
Livraria Sá da Costa, 1984 (adaptado)
(aguarde comentário)
Gabarito Oficial Alternativa E.
QUESTÃO 120
Pequeno concerto que virou canção
Não, não há por que mentir ou esconder
A dor que foi maior do que é capaz meu coração
Não, nem há por que seguir cantando só para explicar
Não vai nunca entender de amor quem nunca soube amar
Ah, eu vou voltar pra mim
Seguir sozinho assim
Até me consumir ou consumir toda essa dor
Até sentir de novo o coração capaz de amor
VANDRÉ, G. Disponível em: http://www.letras.terra.com.br. Acesso em: 29 jun. 2011
Na canção de Geraldo Vandré, tem-se a manifestação da função poética da
linguagem, que é percebida na elaboração artística e criativa da
mensagem, por meio de combinações sonoras e rítmicas. Pela análise
do texto, entretanto, percebe-se, também, a presença marcante da função
emotiva ou expressiva, por meio da qual o emissor
A imprime à canção as marcas de sua atitude pessoal, seus sentimentos.
B transmite informações objetivas sobre o tema de que trata a canção.
C busca persuadir o receptor da canção a adotar um certo comportamento.
D procura explicar a própria linguagem que utiliza para construir a canção.
E objetiva verificar ou fortalecer a eficiência da mensagem veiculada.
(aguarde comentário)
Gabarito Oficial Alternativa A.
QUESTÃO 121
É água que não acaba mais
Dados preliminares divulgados por pesquisadores da Universidade Federal
do Pará (UFPA) apontaram o Aquífero Alter do Chão como o maior
depósito de água potável do planeta. Com volume estimado em 86 000
quilômetros cúbicos de água doce, a reserva subterrânea está localizada
sob os estados do Amazonas, Pará e Amapá. "Essa quantidade de água seria
suficiente para abastecer a população mundial durante 500 anos", diz
Milton Matta, geólogo da UFPA. Em termos comparativos, Alter do Chão
tem quase o dobro do volume de água do Aquífero Guarani (com 45 000
quilômetros cúbicos). Até então, Guarani era a maior reserva
subterrânea do mundo, distribuída por Brasil, Argentina, Paraguai e
Uruguai.
Época. Nº 623, 26 abr. 2010.
Essa notícia, publicada em uma revista de grande circulação, apresenta
resultados de uma pesquisa científica realizada por uma
universidade brasileira. Nessa situação específica de comunicação, a
função referencial da linguagem predomina, porque o autor do texto
prioriza
A as suas opiniões, baseadas em fatos.
B os aspectos objetivos e precisos.
C os elementos de persuasão do leitor.
D os elementos estéticos na construção do texto.
E os aspectos subjetivos da mencionada pesquisa.
(aguarde comentário)
Gabarito Oficial Alternativa B.
Texto para questões 122 e 123

Nós adoraríamos dizer que somos perfeitos. Que somos infalíveis. Que não
cometemos nem mesmo o menor deslize.E só não falamos isso por um
pequeno detalhe: seria uma mentira. Aliás, em vez de usar a palavra
"mentira", como acabamos de fazer, poderíamos optar por um
eufemismo. "Meia-verdade", por exemplo, seria um termo muito menos
agressivo. Mas nós não usamos esta palavra simplesmente porque não
acreditamos que exista "Meia-verdade". Para o CONAR Conselho Nacional de
Autorregulamentação Publicitária, existem a verdade e a mentira.
Existem a honestidade e a desonestidade. Absolutamente nada no meio. O
Conar nasceu a 29 anos (viu só? não arrendondamos para 30) com a missão
de zelar pela ética na publicidade. Não fazemos isso porque somos
bonzinhos (gostaríamos de dizer isso, mas, mais uma vez, seria
mentira). Fazemos isso porque é a única forma da propaganda ter o
máximo de credibilidade. E, cá entre nós, para que serviria a propaganda
se o consumidor não acreditasse nela?
Qualquer pessoa que se sinta enganada por uma peça publicitária pode
fazer uma reclamação ao Conar. Ele analisa cuidadosamente todas as
denúncias e, quando é o caso, aplica a punição.
Anúncio veiculado na Revista Veja. São Paulo: Abril. Ed. 2.120, ano 42, nº 27, 8 jul. 2009
QUESTÃO 122
O recurso gráfico utilizado no anúncio publicitário - de destacar a
potencial supressão de trecho do texto - reforça a eficácia pretendida,
revelada na estratégia de
A ressaltar a informação no título, em detrimento do restante do conteúdo associado.
B incluir o leitor por meio do uso da 1ª pessoa do plural no discurso.
C contar a história da criação do órgão como argumento de autoridade.
D subverter o fazer publicitário pelo uso de sua metalinguagem.
E impressionar o leitor pelo jogo de palavras no texto.
(aguarde comentário)
Gabarito Oficial Alternativa D.
QUESTÃO 123
Considerando a autoria e a seleção lexical desse texto, bem como os
argumentos nele mobilizados, constata- se que o objetivo do autor do
texto é
A informar os consumidores em geral sobre a atuação do Conar.
B conscientizar publicitários do compromisso ético ao elaborar suas peças publicitárias.
C alertar chefes de família, para que eles fiscalizem o conteúdo das propagandas veiculadas pela mídia.
D chamar a atenção de empresários e anunciantes em geral para suas responsabilidades ao contratarem publicitários sem ética.
E chamar a atenção de empresas para os efeitos nocivos que elas podem
causar à sociedade, se compactuarem com propagandas enganosas.
(aguarde comentário)
Gabarito Oficial Alternativa A.
QUESTÃO 124
Veja . 05 set. 1999 (adaptado)
O produtor de anúncios publicitários utiliza-se de estratégia
persuasivas para influenciar o comportamento de seu leitor. Entre os
recursos argumentativos mobilizados pelo autor para obter a adesão do
público à campanha, destaca-se nesse texto
A a oposição entre individual e coletivo, trazendo um ideário populista para o anúncio.
B a utilização de tratamento informal com o leitor, o que suaviza a seriedade do problema.
C o emprego de linguagem figurada, o que desvia a atenção da população do apelo financeiro.
D o uso de numerais "milhares" e "milhões", responsável pela supervalorização das condições dos necessitados.
E o jogo de palavras entre "acordar" e "dormir", o que relativiza o problema do leitor em relação ao dos necessitados.
(aguarde comentário)
Gabarito Oficial Alternativa E.
QUESTÃO 125
Entre ideia e tecnologia
O grande conceito por trás do Museu da Língua é apresentar o idioma como
algo vivo e fundamental para o entendimento do que é ser brasileiro.
Se nada nos define com clareza, a forma como falamos o português nas
mais diversas situações cotidianas é talvez a melhor expressão da
brasilidade.
SCARDOVELI, E. Revista Língua Portuguesa. São Paulo: Segmento, Ano II, nº 6, 2006.
O texto propõe uma reflexão acerca da língua portuguesa, ressaltando para o leitor a
A inauguração do museu e o grande investimento em cultura no país.
B importância da língua para a construção da identidade nacional.
C afetividade tão comum ao brasileiro, retratada através da língua.
D relação entre o idioma e as políticas públicas na área de cultura.
E diversidade étnica e linguística existente no território nacional.
(aguarde comentário)
Gabarito Oficial Alternativa B.
QUESTÃO 126
TEXTO I
O Brasil sempre deu respostas rápidas através da solidariedade do seu
povo. Mas a mesma força que nos motiva a ajudar o próximo deveria
também nos motivar a ter atitudes cidadãs. Não podemos mais transferir a
culpa para quem é vítima ou até mesmo para a própria natureza, como se
essa seguisse a lógica humana. Sobram desculpas esfarrapadas e falta
competência da classe política.
Cartas. Istoé. 28 abr. 2010.
TEXTO II
Não podemos negar ao povo sofrido todas as hipóteses de previsão dos
desastres. Demagogos culpam os moradores; o governo e a prefeitura
apelam para as pessoas saírem das áreas de risco e agora dizem que
será compulsória a recolocação. Então temos a recolocar o Brasil
inteiro! Criemos um serviço, similar ao SUS, com alocação obrigatória de
recursos orçamentários com rede de atendimento preventivo, onde
participam arquitetos, engenheiros e geólogos. Bem ou mal, esse "SUS"
organizaria brigadas nos locais. Nos casos da dengue, por exemplo,
poderia verificar as condições de acontecer epidemias. Seriam boas
ações preventivas.
Carta do Leitor. Carta F . 28 abr. 2010 (adaptado).
Os textos apresentados expressam opiniões de leitores acerca de
relevante assunto para a sociedade brasileira. Os autores dos dois
textos apontam para a
A necessidade de trabalho voluntário contínuo para a resolução das mazelas sociais.
B importância de ações preventivas para evitar catástrofes, indevidamente atribuídas aos políticos.
C incapacidade política para agir de forma diligente na resolução das mazelas sociais.
D urgência de se criarem novos órgãos públicos com as mesmas características do SUS.
E impossibilidade de o homem agir de forma eficaz ou preventiva diante das ações da natureza.
(aguarde comentário)
Gabarito Oficial Alternativa C.
QUESTÃO 127
Disponível em: http://www.ccsp.com.br. Acesso em: 27 jul. 2010 (adaptado).
O texto é uma propaganda de um adoçante que tem o seguinte mote: "Mude
sua embalagem". A estratégia que o autor utiliza para o convencimento do
leitor baseia-se no emprego de recursos expressivos, verbais e
não verbais, com vistas a
A ridicularizar a forma física do possível cliente do produto anunciado, aconselhando-o a uma busca de mudanças estéticas.
B enfatizar a tendência da sociedade contemporânea de buscar hábitos alimentares saudáveis, reforçando tal postura.
C criticar o consumo excessivo de produtos industrializados por parte da população, propondo a redução desse consumo.
D associar o vocábulo "açúcar" à imagem do corpo fora de forma, sugerindo a substituição desse produto pelo adoçante.
E relacionar a imagem do saco de açúcar a um corpo humano que não
desenvolve atividades físicas, incentivando a prática esportiva.
(aguarde comentário)
Gabarito Oficial Alternativa D.
QUESTÃO 128
Motivadas ou não historicamente, normas prestigiadas ou estigmatizadas
pela comunidade sobrepõem-se ao longo do território, seja numa relação
de oposição, seja de complementaridade, sem, contudo, anular a
interseção de usos que configuram uma norma nacional distinta da do
português europeu. Ao focalizar essa questão, que opõe não só as normas
do português de Portugal às normas do português brasileiro, mas também
as chamadas normas cultas locais às populares ou vernáculas, deve-se
insistir na ideia de que essas normas se consolidaram em diferentes
momentos da nossa história e que só a partir do século XVIII se pode
começar a pensar na bifurcação das variantes continentais, ora em
consequências de mudanças ocorridas no Brasil, ora em Portugal, ora,
ainda, em ambos os territórios.
CALLOU, D. Gramática, variação e normas. In: VIEIRA, S. R.; BRANDÃO, S. (orgs).
Ensino de Gramática : descrição e uso. São Paulo: Contexto, 2007 (adaptado).
O português d o Brasil não é uma língua uniforme. A variação linguística
é um fenômeno natural, ao qual todas as línguas estão sujeitas. Ao
considerar as variedades linguísticas, o texto mostra que as normas
podem ser aprovadas ou condenadas socialmente, chamando a atenção do
leitor para a
A desconsideração da existência das normas populares pelos falantes da norma culta.
B difusão do português de Portugal em todas as regiões do Brasil só a partir do século XVIII.
C existência de usos da língua que caracterizam uma norma nacional do Brasil, distinta da de Portugal.
D inexistência de normas cultas locais e populares ou vernáculas em um determinado país.
E necessidade de se rejeitar a ideia de que os usos frequentes de uma língua devem ser aceitos.
(aguarde comentário)
Gabarito Oficial Alternativa C.
QUESTÃO 129
VERÍSSIMO, L. F. As cobras em: Se Deus existe que eu seja atingido por um raio.
Porto Alegre: L&PM, 1997.
O humor da tira decorre da reação de uma das cobras com relação ao uso
de pronome pessoal reto, em vez de pronome oblíquo. De acordo com a
norma padrão da língua, esse uso é inadequado, pois
A contraria o uso previsto para o registro oral da língua.
B contraria a marcação das funções sintáticas de sujeito e objeto.
C gera inadequação na concordância com o verbo.
D gera ambiguidade na leitura do texto.
E apresenta dupla marcação de sujeito.
(aguarde comentário)
Gabarito Oficial Alternativa B.
QUESTÃO 130
MANDIOCA - mais um presente da Amazônia
Aipim, castelinha, macaxeira, maniva, maniveira. As designações da
Manihot utilissima podem variar de região, no Brasil, mas uma delas
deve ser levada em conta em todo o território nacional : pão-de-pobre - e
por motivos óbvios.
Rica em fécula, a mandioca — uma planta rústica e nativa da Amazônia
disseminada no mundo inteiro, especialmente pelos colonizadores
portugueses — é a base de sustento de muitos brasileiros e o único
alimento disponível para mais de 600 milhões de pessoas em vários
pontos do planeta, e em particular em algumas regiões da África.
O melhor do Globo Rural. Fev. 2005 (fragmento).
De acordo com o texto, há no Brasil uma variedade de nomes para a
Manihot utilissima, nome científico da mandioca. Esse fenômeno revela
que
A existem variedades regionais para nomear uma mesma espécie de planta.
B mandioca é nome científico para uma espécie existente na região amazônica.
C "pão-de-pobre" é designação específica para a planta da região amazônica.
D os nomes designam espécies diferentes da planta, conforme a região.
E a planta é nomeada conforme as particularidades que apresenta.
(aguarde comentário)
Gabarito Oficial Alternativa A.
QUESTÃO 131
Há certos usos consagrados na fala, e até mesmo na escrita, que, a
depender do estrato social e do nível de escolaridade do falante, são,
sem dúvida, previsíveis. Ocorrem até mesmo em falantes que dominam a
variedade padrão, pois, na verdade, revelam tendências existentes na
língua em seu processo de mudança que não podem ser bloqueadas em nome
de um "ideal linguístico” que estaria representado pelas regras
da gramática normativa. Usos como
ter por
haver em construções existenciais (
tem muitos livros na estante), o do pronome objeto na posição de sujeito (para
mim fazer o trabalho), a não-concordância das passivas com se (
aluga-se
casas) são indícios da existências, não de
uma norma única, mas de uma pluralidade de normas, entendida, mais uma
vez, norma como conjunto de hábitos linguísticos, sem implicar juízo de
valor.
CALLOU, D. Gramática, variação e normas. In: VIEIRA, S. R.; BRANDÃO, S. (orgs).
Ensino da Gramática : descrição e uso. São Paulo: Contexto, 2007 (fragmento).
Considerando a reflexão trazida no texto a respeito da multiplicidade do discurso, verifica-se que
A estudantes que não conhecem as diferenças entre língua escrita e
língua falada empregam, indistintamente, usos aceitos na conversa
com amigos quando vão elaborar um texto escrito.
B falantes que dominam a variedade padrão do português do Brasil
demonstram usos que confirmam a diferença entre a norma idealizada e a
efetivamente praticada, mesmo por falantes mais escolarizados.
C moradores de diversas regiões do país que enfrentam
dificuldades ao se expressar na escrita revelam a constante modificação
das regras de emprego de pronomes e os casos especiais de concordância.
D pessoas que se julgam no direito de contrariar a gramática ensinada na
escola gostam de apresentar usos não aceitos socialmente para
esconderem seu desconhecimento da norma padrão.
E usuários que desvendam os mistérios e sutilezas da língua portuguesa
empregam formas do verbo ter quando, na verdade, deveriam usar formas do
verbo haver, contrariando as regras gramaticais.
(aguarde comentário)
Gabarito Oficial Alternativa B.
QUESTÃO 132
Palavra indígena
A história da tribo Sapucaí, que traduziu para o idioma guarani os
artefatos da era da computação que ganharam importância em sua vida,
como mouse (que eles chamam de angojhá) e windows (oventã)
Quando a internet chegou àquela comunidade, que abriga em torno de 400
guaranis, há quatro anos, por meio de um projeto do Comitê para
Democratização da Informática (CDI), em parceria com a ONG Rede Povos da
Floresta e com antena cedida pela Star One (da Embratel), Potty e sua
aldeia logo vislumbraram as possibilidades de comunicação que a web
traz.
Ele conta que usam a rede, por enquanto, somente para preparação e envio
de documentos, mas perceberam que ela pode ajudar na preservação
da cultura indígena.
A apropriação da rede se deu de forma gradual, mas os guaranis já
incorporaram a novidade tecnológica ao seu estilo de vida. A
importância da internet e da computação para eles está expressa num caso
de rara incorporação: a do vocabulário.
— Um dia, o cacique da aldeia Sapucaí me ligou. " A gente não está
querendo chamar computador de "computador". Sugeri a eles que criassem
uma palavra em guarani. E criaram aiú irú rive, "caixa pra acumular a
língua". Nós, brancos, usamos
mouse,
windows e outros
termos, que eles começaram a adaptar para o idioma deles, como angojhá
(rato) e oventã (janela) — conta Rodrigo Baggio, diretor do CDI.
Disponível em: http://www.revistalingua.uol.com.br. Acesso em: 22 jul. 2010.
O uso das novas tecnologias de informação e comunicação fez surgir uma
série de novos termos que foram acolhidos na sociedade brasileira em
sua forma original, como: mouse, windows, download, site, homepage,
entre outros. O texto trata da adaptação de termos da informática à
língua indígena como uma reação da tribo Sapucaí, o que revela
A a possibilidade que o índio Potty vislumbrou em relação à comunicação
que a web pode trazer a seu povo e à facilidade no envio de documentos e
na conversação em tempo real.
B o uso da internet para preparação e envio de documentos, bem como a
contribuição para as atividades relacionadas aos trabalhos da cultura
indígena.
C a preservação da identidade, demonstrada pela conservação do idioma,
mesmo com a utilização de novas tecnologias características da cultura
de outros grupos sociais.
D adesão ao projeto do Comitê para Democratização da Informática (CDI),
que, em parceria com a ONG Rede Povos da Floresta, possibilitou o acesso
à web , mesmo em ambiente inóspito.
E a apropriação da nova tecnologia de forma gradual, evidente quando os
guaranis incorporaram a novidade tecnológica ao seu estilo de vida com
a possibilidade de acesso à internet.
(aguarde comentário)
Gabarito Oficial Alternativa C.
Imagem para as questões 133 e 134
Disponível em: http://www.wordinfo.info. Acesso em: 27 abr. 2010.
QUESTÃO 133
O homem evoluiu. Independentemente de teoria, essa evolução ocorreu de várias formas. No que concerne à
evolução digital, o homem percorreu longo trajeto da pedra lascada ao
mundo virtual. Tal fato culminou em um problema físico habitual,
ilustrado na imagem, que propicia uma piora na qualidade de vida do
usuário, uma vez que
A a evolução ocorreu e com ela evoluíram as dores de cabeça, o estresse e a falta de atenção à família.
B a vida sem o computador tornou-se quase inviável, mas se tem diminuído problemas de visão cansada.
C a utilização demasiada do computador tem proporcionado o surgimento de cientistas que apresentam lesão por esforço repetitivo.
D o homem criou o computador, que evoluiu, e hoje opera várias ações
antes feitas pelas pessoas, tornando- as sedentárias ou obesas.
E o uso contínuo do computador de forma inadequada tem ocasionado má postura corporal.
(aguarde comentário)
Gabarito Oficial Alternativa E.
QUESTÃO 134
O argumento presente na charge consiste em uma metáfora relativa à
teoria evolucionista e ao desenvolvimento tecnológico. Considerando o
contexto apresentado, verifica-se que o impacto tecnológico pode
ocasionar
A o surgimento de um homem depende de um novo modelo tecnológico.
B a mudança do homem em razão dos novos inventos que destroem sua realidade.
C a problemática social de grande exclusão digital a partir da interferência da máquina.
D a invenção de equipamentos que dificultam o trabalho do homem, em sua esfera social.
E o retrocesso do desenvolvimento do homem em face da criação de ferramentas como lança, máquina e computador.
(aguarde comentário)
Gabarito Oficial Alternativa A.
QUESTÃO 135
O que é possível dizer em 140 caracteres?
Sucesso do Twitter no Brasil é oportunidade única de compreender a importância da concisão nos gêneros de escrita
A máxima "menos é mais" nunca fez tanto sentido como no caso do
microblog
Twitter, cuja premissa é dizer algo - não importa o quê - em 140
caracteres. Desde que o serviço foi criado, em 2006, o número de
usuários da ferramenta é cada vez maior, assim como a diversidade de
usos que se faz dela. Do estilo "querido diário" à literatura concisa,
passando por aforismos, citações, jornalismo, fofoca, humor etc., tudo
ganha o espaço de um tweet ("pio" em inglês), e entender seu sucesso
pode indicar um caminho para o aprimoramento de um recurso vital à
escrita: a concisão.
Disponível em: http://www.revistalingua.com.br. Acesso em: 28 abr. 2010 (adaptado).
O Twitter se presta a diversas finalidades, entre elas, à comunicação concisa, por isso essa rede social
A é um recurso elitizado, cujo público precisa dominar a língua padrão.
B constitui recurso próprio para a aquisição da modalidade escrita da língua.
C é restrita a divulgação de textos curtos e pouco significativos e, portanto, é pouco útil.
D interfere negativamente no processo de escrita e acaba por revelar uma cultura pouco reflexiva.
E estimula a produção de frases com clareza e objetividade, fatores que potencializam a comunicação interativa.
(aguarde comentário)
Gabarito Oficial Alternativa E.